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O Ar do Porto

A poluição do ar está a preocupar cada vez mais os governos dos países à medida que se vão descobrindo as consequências da poluição do ar, não só no ambiente e edifícios, mas sobretudo nas pessoas.

Por exemplo, a nível mundial, estima-se que morram cerca de 3 milhões de pessoas devido à poluição do ar, e doenças como asma, alergias e outros males de natureza respiratória representam a principal causa de hospitalização no continente europeu, tendo a incidência de asma inclusive triplicado nas últimas décadas, reflexo do desenvolvimento das cidades e do êxodo rural. A asma afecta já cerca de 10% das crianças europeias. Os principais efeitos da poluição do ar são: doenças cardio-respiratórias, tonturas, fadiga, dores de cabeça, nos humanos; danos nos ecossistemas, acidificação das águas, perdas agrícolas; corrosão de muitos edifícios (através das chuvas ácidas) e formação de nevoeiros poluídos (smogs), e um fenómeno muito preocupante, o aquecimento global, a nível ambiental.

A realidade do Porto

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1.Mapa

A cidade do Porto é uma cidade muito poluída e o ar não escapa. Em Portugal e a nível europeu, o Porto é uma das cidades com pior qualidade do ar. Sendo uma cidade com muitos trabalhadores que moram nos arredores, sofre de um dos maiores problemas das grandes cidades, o tráfego automóvel (desde 1998 que a média de automóveis per capita em Portugal é superior à média europeia).

2.Foto da estação Antas  - 65.1 kb
2.Foto da estação Antas
A Via de Cintura Interna, uma via rápida que atravessa o Porto, passando perto de áreas residenciais, escolas, e lares, por exemplo, é uma ameaça à saúde pública. Por outro lado, o pólo industrial circundante, nomeadamente o de Matosinhos (ver imagem), contribui para a poluição do ar da cidade. Apesar de contar com alguns espaços verdes e com algum vento marítimo (que ajuda a dispersar e eliminar os poluentes), no Verão conta com altas temperaturas que acentuam a poluição e os seus efeitos negativos. Na cidade do Porto existem duas estações de medição da qualidade do ar: Antas e Boavista, sendo a primeira próxima da Escola Secundária Aurélia de Sousa, origem deste artigo. Sendo uma zona residencial e com muito movimento, esta estação regista frequentemente valores acima do recomendado dada a proximidade de uma artéria importante da cidade, a Avenida Fernão Magalhães (foto 2).

Medidas preventivas - nível local Ao nível das cidades, várias medidas podem ser tomadas para minimizar este problema. Podem ser medidas de dispersão da poluição como a implementação de portagens nas zonas baixas, construção de parques de estacionamento nas periferias entre outras. Também podem/devem ser medidas que levem a uma diminuição geral da poluição, tais como: melhoria dos transportes públicos (melhores acessibilidades e viaturas menos poluentes); aumento da habitação nas zonas baixas; multas e benefícios fiscais de acordo com a poluição dos veículos. E ainda podem ser postas em prática medidas que façam aumentar o bom ar das cidades como a plantação de árvores e o tratamento de zonas verdes abandonadas, entre outros.

3. A nossa escola  - 48 kb
3. A nossa escola
Medidas preventivas - nível escolar Nas escolas é possível fazer a diferença no que toca à poluição do ar. Não podemos obviamente esquecer que toda a poluição está relacionada. As embalagens recicladas, a poupança energética, a diminuição do uso de água quente, o uso de energias renováveis no aquecimento das casas, todas contribuem para uma diminuição da poluição atmosférica, ainda que de forma indirecta.

Formação de bons hábitos é importantíssimo, pois uma vez apreendidos pelos alunos terão efeitos muito positivos. Por outro lado, podemos pensar que as escolas contribuem em muito para a poluição e têm um papel fulcral em evitá-la. Por essa razão, os Eco-Cidadãos da Aurélia de Sousa têm projectos para promover o hábito de ir de bicicleta para a escola (quem tiver condições para tal), um plano ambiental que engloba a reciclagem generalizada dos resíduos (sobretudo o papel e o plástico), a racionalização do uso de água, a poupança energética, o tratamento das áreas verdes e plantação de árvores bem como a intervenção dos alunos nos arredores do complexo escolar por forma a sensibilizar a população e implementar propostas que visem a melhoria das atitudes em relação ao ambiente, fundamentais para que uma escola possa ser verdadeiramente amiga do ambiente e possa semear nos jovens uma atitude responsável.

Escola Secundária Aurélia de Sousa, João Reis, 11ºF - Porto - Portugal.


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